
por Beth Cordeiro
Certo dia eu estava andando pelas ruas de Ipanema quando vi um homem que parecia ser louco. Ele usava um terno já todo puído e rasgado com uma blusa cheia de buracos perto do peitoral e toda manchada. Usava também uma calça pescando ”siri” e o outro lado dobrado deixando aparecer as meias torneando a canela fina dentro dos sapatos desamarrados. E ao olhar a cena dava para ver que o homem em meio ao seu black power, dividido pelo aro dos fones de ouvido do walkman que escutava, estava extremamente feliz e divertido, pois ele dançava ao longo de seus passos com os olhos fechados. Mas o que mais me intrigou nesta cena, foi que não pude parar de pensar… o cara está usando um walkman!
E me toquei que em um mundo de ipods, blackberrys e celulares multifuncionais supra modernos, a loucura me foi menos impactante que a visão de um walkman.
Cara, que comédia! Seria uma boa campanha pra galera desencalhar os walkmans das gavetas e fazer um louco largado feliz!