Thiago Aiache
Relacionamento: Narcisista
País: Estado de Choque
Idiomas: Babelnês
Escola: das Artes Científicas
Visão Política: Míope
Humor: Fleumático
Carol Brauer
Certa vez eu disse à Carol que ela devia ser a encarnação de Éris, a deusa grega da Discórdia. Hoje sei que cometi uma gafe - a verdade é que Éris é a encarnação de Carol. Em nossos quatro anos de amizade, Carol já me botou em meu lugar tantas vezes que agora só levanto quando ela já está de pé. Uma iconoclasta de língua ferina mas de olhar sonhador, o gosto de Carol pela simplicidade às vezes torna sua vida homericamente complicada.
Napoleão explicava a falta de grandes governantes no mundo dizendo que “para se obter o poder, é necessário agir com absoluta mesquinharia, mas para se exercer o poder, é preciso demonstrar verdadeira grandeza; e esses dois traços raramente ocorrem no mesmo indivíduo”. Carol ainda não chegou no topo do mundo não porque ela não é grande, mas porque não é mesquinha. Quando isso acontecer, talvez nem Zeus segure as pontas.
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“Você tem cara de psicopata”, foi o que eu disse à Raquel no dia em que a conheci. Se isso fosse verdade, a ala psiquiátrica de Bangu II seria um jardim florido. Aliás, flor silvestre é uma analogia apta pra esse lírio de Afogados da Ingazeira. Cativante, enigmática, irreplicável, sabe florescer em qualquer lugar mas sempre traz as cores e fragrâncias de terras distantes além dos muros Reais.
Eu nunca sei se essa atriz de futuro estelar ficaria melhor nas telinhas ou numa redoma de vidro no jardim frontal do PROJAC.
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J.C. Rodrigues
Nos baralhos de tarô, “O Tolo” é a carta número zero. Esse zero é significativo – representa a capacidade do tolo de se tornar qualquer coisa. Ele é a inteligência mística além da razão; o poder infantil de sintonizar-se com as entranhas do universo.
João Rodrigues me ensinou a matéria acima – mas apesar de excelente professor, aposto que ele prefere se ver como aluno. Seja lendo um livro de antropologia oriental em plena Bunker ou incitando grupos de discussão agnóstica, esse sábio da corte é tão venerável que eu seria um tolo de não tê-lo nesta página.
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Thamirys Spyker
Não se julga as pessoas só pelo que elas falam. Eu, por exemplo, uso dois outros quesitos – os olhos, que são janelas para a alma; e as companhias, que são janelas para o coração. Mas onde os outros têm janelas, a Thamirys tem portões no estilo Japão imperial. Ela emana a placidez ying misturada com vivacidade yang na proporção áurea que criou gênios como Da Vinci.
E as companhias? Vamos dizer apenas que nosso conhecido mútuo é o próximo David Lynch do quadrante sul-ocidental. Um jovem de grande visão, imensa modéstia e um gosto por debate fora das medidas. Se a terceira dessas características suplantar a segunda algum dia, teremos todos a honra de ver seu nome nesse blog.
Marcellus

Ele é de Câncer, eu sou de Capricórnio. Ele adora um cigarro regado a chope, eu prefiro morangos batidos com mel. Se um de nós for o Messias, o outro será o Anti Cristo (só não sabemos quem é qual).
Estilo, perspicácia, convicção, cultura e eloquência coroam o perfil desse psicólogo classicamente excêntrico. Uma personalidade magnética que atrai amigos até quando não quer, Marcellus só mostra seu pólo negativo quando o falastrão da festa precisa de uma lição sobre história, música clássica ou física temporal.
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Fernanda Ervolino
Dizem que fotos não mentem, mas essa aqui ao lado é praticamente um político. Fernanda é uma alma gentil que nasceu com o jeito, corpo e voz de rock star – além de um impulso cigano que fez da estrada seu castelo. Para minha sorte, Dionísio desviou seu tour pelo Rio de Janeiro, e agora tenho o privilégio de ver essa lótus florescer em ritmo de solo crescente.
Fernanda cursa Direito, trabalha com comércio/cinema e mora num apartamento que tem uma parede verde (cortesia de sua irmã europeia).
E… ela é de Escorpião. Não diga que eu não avisei.
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Juliana de Saint Brisson
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